sexta-feira, 16 de julho de 2010

Clube do Filósofo


Tema: “Mahatma Gandhi e Sócrates – diálogo com o mundo hipermoderno”.

Objetivo: O presente encontro visa refletir o pensamento de Mahatma Gandhi e Sócrates em diálogo com o mundo hipermoderno, ou seja, como esses pensadores podem ajudar a entender a nova realidade da sociedade hipermoderna e estabelecer diálogo na perspectiva de promover o indivíduo de alienações e manipulações impostas pelo sistema capitalista e político.

I – Sócrates (Atenas, 469 – 399 a.C)

“O verdadeiro conhecimento vem de dentro”.

“O que deve caracterizar a juventude é a modéstia, o pudor, o amor, a moderação, a dedicação, a diligência, a justiça, a educação. São estas as virtudes que devem formar o seu caráter”.

“Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses”.

II – Mahatma Gandhi (Porbandar – Índia ocidental, 1869 – 1948)

“Aprendi através da experiência amarga a suprema lição: controlar minha ira e torná-la como o calor que é convertido em energia. Nossa ira controlada pode ser convertida numa força capaz de mover o mundo”.

“Temos de nos tornar na mudança que queremos ver”.

“O futuro dependerá daquilo que fazemos no presente”.

III – O mundo Hipermoderno

Lipovetsky é o grande teórico da “hipermodernidade”, termo cunhado por ele para falar do ritmo frenético e ansioso que a sociedade vive atualmente. Fazendo um paralelo com Schopenhauer, hipermodernidade seria a exacerbação das vontades, a cultura do excesso, do sempre mais e do ápice da insaciabilidade. Para ele, houve uma hiperativação da modernidade, ou seja, não há pós-modernidade e sim, hipermodernidade: “o homem da sociedade hipermoderna é um hiperindividualista. Esse é o conceito. Mas o que significa hiperindividualismo? Que ele é mais responsável pela sua própria existência. (…) Ele sofre mais pressões do tempo, ora no trabalho, ora na vida privada. Isso faz com que o século 21 que se anuncia seja um século de novos conflitos, não tanto de lutas de classe, mas de conflitos internos, dentro desse homem.” diz Lipovetsky.

A sociedade hipermoderna seria a sociedade da hipervalorização das sensações íntimas, do hipernarcisismo, onde os paradoxos da modernidade se exibem às claras. Está muito presente a dicotomia responsável-irresponsável: “Os indivíduos hipermodernos são ao mesmo tempo mais informados e mais desestruturados, mais adultos e mais instáveis, menos ideológicos e mais tributários das modas, mais abertos e mais influenciáveis, mais críticos e mais superficiais, mais céticos e menos Profundos”.

O indivíduo hipermoderno se encontra inquieto, corroído pela ansiedade, não mais gozando o presente como se não houvesse amanhã, e sim se cuidando no presente para chegar bem ao amanhã. Ou seja, pode-se tudo, mas o indivíduo faz apenas o que não apresenta perigo.

Questionamento:
1 - Como os pensadores Mahatma Gandhi e Sócrates podem nos ajudar a viver no mundo hipermoderno?






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